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O Fantasma da Ópera

Muito boa essa peça! (segue material do Guia da Semana)

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O suspense domina todo o cenário. A sensação é a de estar na Ópera de Paris, no fim do século 19, a espera do fantasma. Estes sentimentos vão tomar conta do espectador no musical O Fantasma da Ópera.

Os números são assustadores. Com um investimento superior a 10 milhões de dólares, a peça ainda inédita no país, conta com um elenco totalmente brasileiro, formado por 17 músicos e 38 atores. Foram produzidas mais de 160 perucas, 100 chapéus e 187 figurinos, além das 21 telas de 19 cenas diferentes.

O espetáculo chegou ao Brasil após ter feito escalas em mais de 20 países. "Em cada lugar que passamos, as roupas e os cenários são os mesmos. Em cada viagem temos que transportá-los e reajustá-los de acordo com o porte físico dos atores", explica Simon Marlow, diretor técnico.

Toda a equipe atuante, escolhida em uma semana, é formada no papel principal por Saulo Vasconcelos, que vive o fastama da ópera. "O papel é muito complicado. Exige muito preparo físico". O ator, que já foi o protagonista do clássico A Bela e a Fera, conta ainda que se inspirou em atuações do fantasma feitas em outros países. É a segunda vez que Saulo faz o personagem, a última foi no México, em 1999.

Sara Sarres e Kiara Sasso interpretam Christine Daaé. "Para fazer este papel, tivemos que ensaiar mais de 12 horas por dia. Mas, o resultado é satisfatório", declara Kiara, que trabalhou como Bela em "A Bela e a Fera". Nando Prado faz o papel do ex-namorado Raoul.

Atualmente, também em cartaz em Nova York, Londres, Shangai, Budapeste e África do Sul, o musical conta a história de um desfigurado e transtornado gênio da música que assombra as dependências da Ópera de Paris, até apaixonar-se pela corista Christine e decidir transformá-la em uma das maiores estrelas do local. Os problemas aparecem quando ele encontra o namorado de infância de Chris, Raoul.

O espetáculo foi inspirado no romance de Gaston Leroux, publicado na França em 1911. Para muitos críticos o mais importante no livro é a atmosfera sinistra situada na Ópera. Já o musical carrega um ritmo repleto por melodias e romances. A peça está em cartaz há 19 anos na capital britânica, cidade de origem.

 

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