Segundo dia: Castelos do Acú-Pedra do Sino Duração aproximada: 7 horas Após o espetáculo do nascer do sol atrás da Serra dos Órgãos, inicia-se o segundo dia de caminhada. Neste trecho é indispensável a presença de guia experiente (é frequente a ocorrência de montanhistas perdidos, principalmente em dias com muita neblina). A caminhada é quase toda nos campos de altitude, formação vegetal de pequeno porte que, no Estado do Rio de Janeiro, só ocorre na Serra dos Órgãos, em Itatiaia e no Parque Estadual do Desengano.
Seguindo na direção leste chega-se ao Morro do Marco após cerca de 30 minutos. O local é facilmente identificado pela pirâmide de pequenas pedras que dá nome ao morro.
No Morro do marco é possível pegar uma variante da trilha e conhecer os Portais de Hércules (foto ao lado), uma espécie de mirante na beira das vertentes mais inclinadas da Serra dos Órgãos, com bela visão do vale da Morte.
Descendo o Morro do Marco, em cerca de 30 minutos chega-se ao Vale da Luva, local coberto pela interessante mata nebular, com grande abundância de plantas epífitas, entre as quais destacam-se orquídeas endêmicas da Serra dos Órgãos. O Vale é cortado por um pequeno riacho onde é possível se refrescar e encher os cantis. O local é uma alternativa de acampamento para aqueles que pretendam fazer a travessia com apenas um pernoite ou para roteiros mais longos do que três dias.
Em seguida inicia-se a subida do Morro da Luva. O cume é atingido em cerca de 30 minutos. Após a descida em superfície rochosa, onde a trilha não é bem marcada e o risco de se perder em dias de neblina é alto, chega-se à Cachoeirinha (mais 30 minutos), local com água abundante e ponto recomendado para descanso.
A subida do Elevador, logo após a Cachoeirinha, é uma escada de ferro que exige equilíbrio para passar com mochilas cargueiras (foto ao lado). Na seqüência chega-se, após cerca de 40 minutos, ao Morro do Dinossauro, um dos pontos mais altos do parque, de onde já é possível avistar a Pedra do Sino, o Vale das Antas e a Pedra do Garrafão. A descida até o Vale das Antas leva cerca de 40 minutos. No vale estão outras nascentes do Rio Soberbo e o local tem água o ano inteiro. O camping é proibido no local em função da fragilidade do ambiente e das nascentes do rio Soberbo.
Após mais uma subida íngreme chega-se ao Dorso da Baleia, em frente à vertente da Pedra do Sino. Do local é possível avistar a maior parede de escalada (bigwall) do Brasil, onde estão as vias Franco-Brasileira e Terra de Gigantes. Após a descida de uma grota, inicia-se a subida do paredão que leva à Pedra do Sino. A subida é íngreme e a passagem conhecida como Cavalinho é o ponto mais perigoso da travessia (foto abaixo), sendo obrigatório o uso de cordas.
Após o Cavalinho, o montanhista segue por uma estreita trilha que contorna a Pedra do Sino até encontrar a trilha de subida para o cume, ponto culminante da Serra dos Órgãos (2.263m). Dependendo da hora de chegada neste ponto, pode-se optar pela subida ao cume ou descida para montar o acampamento ou se instalar no abrigo da Pedra do Sino (Abrigo 4). É terminanetemente proibido acampar no cume.
A subida até a Pedra do Sino à noite é altamente recomendável, principalmente em noites de tempo bom. A vista da cidade do Rio de Janeiro à noite é impressionante e vale o passeio. Adicionar como favorito (17)
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